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Os Anabantídeos
distribuem-se pela África e Sul da Ásia.
Apresentam como principal característica um órgão
chamado labirito, que lhes permite efetuar uma respiração
acessória de ar atmosférico. O labirinto
é constituído por uma quantidade de cavidades
no osso craniano, situado na parte superior de ambas
as câmaras branqueais, onde o oxigênio é
retido e pouco a pouco passado para o sangue, através
de membranas vascularizadas. O peixe apanha à
superfície uma bolha de ar, que é dirigida
para o labirinto, onde se dão as trocas gasosas:
absorção de oxigênio e eliminação
de anidrido carbônico. Esta respiração
acessória é tão importante como
a branqueal e os peixes desta família não
podem viver só com um destes tipos de respiração.
O labirinto não existe à
nascença, só se desenvolve passadas algumas
semanas de vida. Esse tipo de respiração
permite aos Anabantídeos viver em águas
paradas e putrefadas, conseqüentemente, pobres
em oxigênio, mas não os impede de utilizar
suas brânquias de modo normal a todos os peixes.
De fato, seu habitat natural são os canais de
irrigação, os campos de cultivo do arroz
ou outras águas paradas e pouco profundas.
São, de um modo geral, bons
de se ambientar em aquário, resistentes, só
pecando por ter um caráter ligeiramente agressivo
para com seus companheiros. Seu método de reprodução
é bastante curioso, com algumas exceções,
os machos constroem um ninho de bolhas à superfície,
geralmente entre plantas flutuantes, e depois dirige
para aí a fêmea, por vezes com bastante
violência. Após várias tentativas,
o macho abraça a fêmea envolvendo-a com
seu corpo, obrigando-a a inverter-se, girando sobre
si propria e exerce-lhe uma ligeira pressão sobre
o ventre da companheira, de modo que os ovos sejam expelidos.
Depois o macho recolhe os ovos e coloca-os no ninho.
Essa manobra repete-se várias vezes até
a exaustão dos ovos. O macho vigia zelosamente
os ovos, reforçando continuamente o ninho, sendo
que é também o macho quem cuida dos primeiros
“passos” de sua prole após a eclosão.
É necessário ter o aquário
bem tampado e com água convenientemente filtrada
durante a formação do labirinto nos alevinos,
o que se dá geralmente entre 2 a 3 semanas após
o nascimento. Devido a particularidade de possuírem
este órgão tão especial, os Anabantídeos
também são conhecidos como Labirintídeos.
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